Tendências no controle de invasoras em 2018

As plantas daninhas estão cada vez mais implacáveis, piorando a cada ano e levando produtores, distribuidores e agrônomos a precisarem encontrar novas formas de controlar pragas resistentes em milho e soja. “Enquanto que o espectro de pragas não mudou em anos recentes, os métodos disponíveis e o nível de dificuldade para controlar essas pragas mudou”, diz Kent Bennis, especialista em desenvolvimento de mercado da Dow AgroSciences.

“Nós estamos vendo muitas tendências, como parte de um programa de herbicidas importante, que estão ajudando a melhorar o retorno do investimento e contra-atacar a pressão das pragas”, acrescenta Bennis.

Para superar as desafiantes pragas em milho e soja, a empresa aponta três diferentes estratégias para combater as pragas nos Estados Unidos, onde o problema de plantas invasora é muito mais grave do que no Brasil. A primeira seria investir em múltiplos herbicidas.

“O momento de aplicar os herbicidas está mudando”, diz Bennis. A sugestão dele é aplicar um pouco depois do plantio em vez de antes, mas isso também depende do espectro da praga e da densidade. Com a crescente resistência, um programa de duas passagens é a melhor forma de manter as pragas pequenas durante a safra.

A segunda é sobrepor herbicidas residuais para controlar pragas como o Amaranthus que germinam durante a safra. “Para prevenir as pragas de tirar a produtividade e o lucro, nós recomendados usar um herbicida de pre-emergência poderoso para mantê-las sob controle facilmente”, diz Bennis.

O Amaranthus continua sendo a principal praga na soja e no milho na América do Norte. Ela é difícil de identificar em fase precoce. O pecíolo é sempre maior que a folha. Uma forma de prevenir na soja é com um espaçamento máximo no plantio de 38 centímetros. Isso permite aos cultivos formar sombras mais rapidamente e reduzir a germinação de plantas daninhas.

Agrolink