Inseticida de Nim combate mosquito da malária

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) obteve a patente de invenção de um inseticida à base de folhas do Nim que combate o mosquito Aedes aegypti. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à instituição de ensino a propriedade do Processo de Preparo do Extrato Hidroalcoólico das Folhas do Nim (Azadirachta indica A. Juss), que possui ação ovicida e larvicida sobre o Aedes aegypti,transmissor de várias doenças como a dengue, zika vírus, chikungunya e febre amarela.

“O Nim é uma árvore de grande abundância no Maranhão. Na própria universidade, encontramos bastante essa espécie. Do extrato das folhas da árvore, pode-se obter um produto viável, de fácil manipulação, de baixo custo, sem efeito tóxico ao homem e que possa ser comercializado e usado em campanhas de controle do Aedes aegypti onde há infestação por esse mosquito”, aponta a professora e doutora Adriana Camara, atualmente, professora do Departamento de Ciências Fisiológicas da UFMA.

De acordo com a pesquisadora, a obtenção dessa patente deve impulsionar a processo de comercialização do produto. “Temos 12 anos ainda como detentores do direito sobre essa tecnologia e pretendemos utilizá-la de modo a gerar recursos para ser investidos em mais pesquisas na universidade”, ressalta Adriana.

Com a titularidade da propriedade, a UEMA é a única que pode conceder a autorização para que terceiros possam produzir, colocar à venda, usar ou importar o produto obtido diretamente pelo processo. A patente tem validade em todo o território nacional de 20 anos, contados a partir do dia 29 de outubro de 2010, data exata do depósito do pedido.

Os professores Adriana Leandro Camara (ex-professora da UEMA), Mamede Chaves e Silva (Departamento de Química e Biologia da UEMA), Maria Célia Pires Costa (Departamento de Química e Biologia da UEMA) e a egressa do Curso de Ciências Biológicas da UEMA, Paula Eilany Silva Marinho, são os inventores do processo.

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